Abandonando maus hábitos

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É difícil mudar um hábito estabelecido, como roer as unhas, por exemplo. No entanto, roer as unhas, embora deixe as mesmas feias, não traz graves prejuízos à vida. Há hábitos muito arraigados, porém, que trazem muito prejuízo à vida da pessoa e, mesmo após várias tentativas de controla-los, o indivíduo não consegue abandonar. Podem ser chamados de  “vícios”: comer demais, fumar, beber em excesso, usar drogas, ser rotineiramente infiel, arrancar os cabelos a ponto de ficar com uma área da cabeça “careca”.

Mas é possível abandonar qualquer hábito ou vício que nos prejudica, apesar de ser difícil. Para isso, é importante entender como se dá o processo de mudança de algum hábito importante. Para se livrar de um vício, é preciso percorrer os cinco estágios da mudança, que são esses:

Pré-contemplação, Contemplação,

Determinação, Ação e Manutenção.

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Fase de pré-contemplação: A Pré-contemplação é um estágio em que não há intenção nenhuma de mudança. Na verdade, não há nem mesmo uma crítica a respeito do conflito envolvendo o hábito prejudicial, isto é, a pessoa não vê nenhum problema no comportamento dela. Se ela é obrigada a ver algum problema na sua situação, por ter acontecido algo muito grave, ela coloca a responsabilidade em outros. Por exemplo: um alcoólatra neste estágio não conhece que tem um problema com a bebida. Caso ele dirija embriagado e, por isso, sofra um acidente, vai colocar a culpa no outro motorista, na falta de sinalização da via ou mesmo no “acaso”. As brigas com a esposa são porque ela “é chata e exigente”, não porque ele é um alcoólatra. Os atrasos no trabalho e seu mau rendimento são exagero do chefe chato ou culpa do trabalho ser desestimulante, não do fato de ele sempre acordar de ressaca e não honrar suas responsabilidades, e assim por diante. Neste estágio não adianta confrontar a pessoa com seus problemas, pois ela irá negá-los. Aqui, a pessoa não quer mudar.

Fase de contemplação: neste ponto, a realidade já não permite que a pessoa se engane tanto, e ela começa a perceber que tem problemas. No entanto, apesar de começar a sentir que há algum problema no seu comportamento e às vezes até reconhecer algumas desvantagens no mesmo, ela ainda não toma nenhuma atitude para mudar, ou seja, continua com o comportamento. Este estágio é caracterizado pela ambivalência: a pessoa “quer mas não quer” mudar.

Determinação: é o momento em que a pessoa tem a intenção objetiva de mudar o comportamento, fazer um tratamento. Aqui ela começa um planejamento de ação para garantir os resultados. Por exemplo, ela planeja uma dieta, decide procurar um grupo de ajuda, resolve ir ao médico ou procurar um terapeuta.

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A partir daí, ela estará no estágio de ação, colocando em prática suas tentativas de mudança. A ação se dá quando a pessoa escolhe uma estratégia para a realização da mudança e toma uma atitude neste sentido. Exemplos são: começar a frequentar a academia, ir à consulta com o psiquiatra, começar um tratamento.  No começo desta fase, todas as possibilidades precisam ser de fácil acesso, pois quaisquer obstáculos podem reconduzir a pessoa de volta ao estágio de contemplação ou pré-contemplação e à desistência.

No estágio de manutenção, a pessoa modifica verdadeiramente o seu estilo de vida e evita a recaída. Mas, apesar de o pior já ter passado, é importante não relaxar, pois “recaídas” ainda podem acontecer! É imprescindível que a pessoa identifique quais são as situações de risco que

podem favorecer essas recaídas, para que ocorra a prevenção. O psiquiatra ajudará na identificação
destes fatores e ajudará o paciente a traçar estratégias para evita-los (por exemplo: não passar por
determinados locais onde há fácil acesso a drogas, não ter alimentos calóricos na geladeira, ter
alguém para quem ligar nos momentos de tristeza, etc.) As estratégias são individuais, dependendo
do problema e dos recursos de cada paciente.

Uma pessoa “viciada” em um hábito prejudicial pode passar várias vezes por cada uma dessas

fases. O importante é que ela possa ser assessorada pela família e pelo psiquiatra em cada um dos
diferentes momentos, a fim de atingir o objetivo proposto: a verdadeira liberdade!

 

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Juliana Garbayo

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Graduada em Medicina na Universidade Federal Fluminense (UFF). Cursou Residência Médica em Psiquiatria na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-IPUB)


Postado em por Juliana Garbayo em Dicas

4 Respostas para Abandonando maus hábitos

  1. walmir lopes

    Parabéns pela matéria

  2. Ariane

    Eu li ali que a ajuda de familiares é importante na mudança..eu tbm acho. Mas minha mae e meu namorado sempre dizem “vc que quer,a gente não,vc tem que mudar sozinha!” é realmente triste

  3. Juliana Garbayo

    Olá, Ariane! É verdade, a ajuda da família é muito importante! Tente conversar outra vez com sua mãe e seu namorado…você também pode enviar matérias para eles sobre a importância do apoio para as mudanças…boa sorte! ;)

  4. Juliana Garbayo

    Obrigada, Walmir!

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