Mundo infantil: O primeiro ano de vida

bebe laco familiar Mundo infantil: O primeiro ano de vida

Uma das principais necessidades do bebê é ser amado

Os primeiros dois anos de vida são fases de rápido desenvolvimento físico e mental. Velozmente, a criança adquire controle motor e interação social com o mundo e os outros.

O primeiro ano

Com apenas um mês de vida, seu bebê já deve olhar para quem o observa, demonstrando notar sua presença. O bebê nesta fase dorme várias horas por dia e costuma mamar a intervalos que variam de 2 em 2 a de 3 em 3 horas, em média.

Aos dois meses, ele já segue a pessoa ou outro objeto com o olhar quando o mesmo se movimenta. Ele também começa a sorrir! Esse sorriso, entretanto, apesar de já encantar a todos, ainda não é seletivo, isto é, ele pode sorrir para qualquer um e a qualquer momento, indiscriminadamente. Alguns bebês sorriem mais cedo, alguns desde a terceira semana de vida.

Dica: Você conhece a Shantala? É uma arte milenar de massagem para bebês. Relaxa, previne cólicas e estreita o relacionamento mãe-bebê. Quando o seu bebê completar dois meses, ele já pode receber a Shantala. 

4 meses: seu bebê já deve vocalizar, ou seja, emitir sons, ainda que sem sentido.

6 meses: O bebê já vira a cabeça em direção a um determinado som, como o barulho de um chocalho ou a voz da mãe, por exemplo. Se o seu neném não tem sua atenção atraída pelos sons ao redor, converse com o pediatra, para se certificar de que não há nada errado com a audição dele. Agora sim o sorriso dele é “seletivo” e tem uma função mais social, de estabelecer uma interação social.

9 meses: aqui ocorrem algumas mudanças bem interessantes…seu bebê já deve estar sentando sem estar apoiado em nada, começa a engatinhar ou se arrastar e responde de forma diferente a pessoas íntimas e desconhecidos! Ele pode começar a ter medo de estranhos e a se mostrar ansioso quando a mãe se afasta. Isso é normal e não deve ser fonte de maiores preocupações.

Seu bebê completou um ano! Parabéns! A essa altura, ele já deve ser capaz de ficar em pé sem ajuda, começa a dar seus primeiros passinhos, fala pelo menos uma palavra (é aquele momento em que mamãe e papai vão “competir” para ver qual palavra vai ser dita primeiro), faz gestos com a cabeça ( “sim”, “não”) e com as mãos (dá “tchauzinho”, bate palmas…)

Ao fim deste primeiro ano, sua ligação mais intensa ainda é com a mãe ou com a figura que exerce essa função, mas ele já começa a mostrar ligações importantes com o pai e outros cuidadores. Ele já deve ter um padrão relativamente estável de sono e de alimentação.

Uma dúvida comum: o bebê deve dormir no quarto dos pais?

Pode ser mais fácil, pode ser mais prático, já que você vai ter mesmo que acordar várias vezes de madrugada e pode até ser que você esteja com aquele medo comum entre as mães) que te leve a verificar várias vezes durante a madrugada se o bebê está bem mesmo. Ainda assim, a resposta é não. Acostume o bebê a dormir no próprio quarto desde sempre. Acomode-o bem porque bebês muito pequenos se sentem muito soltos no berço grande e tendem a acordar por causa disso. Sempre espere seu bebê arrotar após as mamadas antes de colocá-lo deitado no berço: isso evita que ele regurgite o leite mamado e se engasgue. Certifique-se de que pode escutar o choro dele lá do seu quarto e…volte para a sua cama. Lembre-se que você ainda tem a sua vida particular e que é saudável mantê-la. Não há nenhum benefício em colocar o bebê na cama com você: nem seguro é. Você pode machucá-lo ao se deitar sem querer por cima dele e ele pode cair da cama. O lugar do bebê dormir é no berço e no seu quartinho. Exceções podem ser muito bem vindas se ele estiver doente ou em outras circunstâncias específicas, mas não faça disso uma regra.

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Juliana Garbayo

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Graduada em Medicina na Universidade Federal Fluminense (UFF). Cursou Residência Médica em Psiquiatria na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-IPUB)


Postado em por Juliana Garbayo em Dicas

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