Shantala, a tradicional massagem para bebês

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Shantala, a mulher que inspirou Leboyer

Shantala é uma massagem para bebês originária da Índia, mas não se sabe exatamente quando foi criada. Ficou conhecida graças ao médico obstetra Frédérick Leboyer, aquele que defende o parto humanizado.

Shantala é o nome de uma mulher indiana que ele viu, em uma de suas viagens à Índia, sentada no chão massageando seu bebê. Sobre este momento, ele conta: “Foi lá que numa bela manhã ensolarada, encontrei Shantala. E assim, de repente, foi-me dado contemplar um espetáculo da mais pura beleza! Parecia um ritual, (…) parecia um balé (…) e, como amor, possuía seu tanto de abandono e de ternura”. 

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A tradicional arte de massagear o bebê

Ele defende que o bebê, no útero materno, está embalado pelos movimentos suaves e constantes gerados pelos atos da mãe, e ouve o tempo todo um ruído relativamente constante do organismo materno. Ele está encolhido e bem contido, sem fome nem sede. Nascer, portanto, é um verdadeiro choque. E, depois deste trauma, para onde vai o bebê? Para a imensidão do berço, onde pode agora estender braços e pernas e onde o silêncio do ambiente externo contrasta com o grande “tigre” que ruge dentro dele: a fome! Enquanto um adulto não percebe a fome como desagradável, já que tem a certeza de que vai comer logo, para o bebê a sensação é desconhecida e extremamente perturbadora: ele não sabe o que é e muito menos o que fazer para cessá-la. Mesmo que soubesse, é totalmente dependente e não pode sequer se mexer da posição em que foi colocado, quanto mais tomar uma atitude para saciar a fome. Visto assim, parece mesmo bem desesperador, né? O mundo do bebê, portanto, vira do avesso: antes ele não sentia nada dentro e havia muitos estímulos do lado de fora – agora, é tudo ao contrário. Por isso, ele precisa de estímulos físicos no lado exterior do seu corpo, a fim de ir, gradualmente, fazendo essa passagem.

Além disso, a Shantala permite uma proximidade maior entre a mãe e o bebê, previne as famosas cólicas (ao comprimir a barriguinha da criança gentilmente durante a massagem, os gases são expelidos naturalmente e o intestino é estimulado a funcionar). A massagem deve ser feita com um pouco de óleo levemente aquecido e, logo depois, o bebê é banhado. A sensação de relaxamento é máxima!

SHANTALA Shantala, a tradicional massagem para bebês

A mãe deve se manter relaxada e com as costas eretas

“Para ajudar os bebês a atravessar o deserto dos primeiros meses de vida, a fim de que eles não sintam mais a angústia de estar isolados e perdidos, é preciso falar com suas costas, é preciso falar com sua pele que tem tanta sede e fome quanto o seu ventre. Sim…os bebês têm necessidade de leite. Mas muito mais de ser amados e receber carinho.” Frédérick Leboyer

Gostou? O livro de Leboyer pode ser facilmente encontrado, e, nele, a técnica é detalhadamente explicada. Se o seu bebê já completou 30 dias de vida, você já pode começar…boa sorte e mãos à obra!

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Juliana Garbayo

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Graduada em Medicina na Universidade Federal Fluminense (UFF). Cursou Residência Médica em Psiquiatria na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-IPUB)


Postado em por Juliana Garbayo em Dicas

Responda para Shantala, a tradicional massagem para bebês

  1. Margo

    Se que puede resultar muy difciil dejar de pensar que la ansiedad es parte inherente a nuestra personalidad, y tambien se que es importante estar concientes de que aun cuando esto sea un rasgo o una tendencia que hemos desarrollado a lo largo de nuestra vida, Es posible buscar alternativas de desarrollo de habilidades tanto para prevenir y controlar momentos o estados de crisis. La mente es muy fuerte y puede convertirse en nuetro peor enemigo simplemente es cuestion de saber domar a ese gran monstruo que se llama MIEDO, aliandonos con el, teniendolorlo de nuestro lado no evadirlo, hacer una tregua en fin dejar de darle tanto poder sobre nuestra vida, el dia que dejemos de luchar con el y contra el, ese dia se esfumara, se perdera ya no tendra nada mas que hacer a nuestro lado

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