Como homens e mulheres vêem os relacionamentos

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Homens e mulheres pensam e sentem de forma diferente e isso não costuma gerar problemas nos relacionamentos. Mas, sob estresse, essas diferenças podem aumentar a distância entre o casal. Isso acontece especialmente nas seguintes áreas:

Atribuições: são aquilo que as pessoas entendem de determinadas ações de outros. Por exemplo: há quem entenda que deixar de responder a perguntas e passar a falar menos é uma forma de controlar a relação. Uma mulher que pensa assim pode ver o silêncio do parceiro de forma muito negativa durante uma crise.

Expectativas: são previsões que fazemos sobre a probabilidade de que determinados eventos aconteçam em uma relação. Exemplificando: alguns acreditam (seja por causa do seu temperamento, seja porque “aprenderam” assim na infância) que, se expressarem sentimentos negativos, vão deixar o outro zangado.  Pessoas assim evitam criticar – ao invés disso, “engolem” as mágoas, que vão se acumulando.  Como ninguém aguenta engolir insatisfações por anos a fio, em algum momento a pessoa “explode” e coloca tudo para fora, muitas vezes após um acontecimento desproporcionalmente pequeno.

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Suposições: são crenças sobre como as pessoas e os relacionamentos em geral funcionam. Por exemplo: uma mulher pode achar que os homens não precisam de ligação emocional. Assim, ela pode, durante uma fase difícil do relacionamento, imaginar que não pode esperar muito do marido porque ele não se importa tanto com a relação como ela.

Padrões: são crenças sobre como os relacionamentos ou as pessoas “deveriam” ser: por exemplo, um homem pode achar que a mulher deve estar sempre disposta ao sexo; uma mulher pode achar que em uma relação todos os pensamentos e sentimentos precisam ser compartilhados e ditos para o outro.

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Estes processos são comuns a todos e não são prejudiciais quando não envolvem distorções. Por exemplo, crenças de que não se deve tirar proveito das pessoas são benéficas para os relacionamentos. Da mesma forma, suposições sobre como uma pessoa vai reagir podem ser realistas quando baseadas na observação não tendenciosa e no profundo conhecimento da personalidade da pessoa com que se relaciona. Mas, quando esses processos estão distorcidos por erros de interpretação dos acontecimentos ou os padrões são inflexíveis demais, os relacionamentos ficam mais difíceis. E, em períodos de estresse, os casais tendem a cometer mais distorções ou a se apegarem de forma mais rígida a seus padrões disfuncionais. Assim, acabam chegando a conclusões que não estão ancoradas na realidade. Fazem suposições e, então, se sentem tristes, magoados ou com raiva. Uma vez cheios de sentimentos ruins, começam brigas e discussões, ao invés de esclarecer com o parceiro o que realmente está acontecendo.

 Clique aqui e veja quais são os “erros” de avaliação mais comuns entre casais e famílias.

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Juliana Garbayo

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Graduada em Medicina na Universidade Federal Fluminense (UFF). Cursou Residência Médica em Psiquiatria na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-IPUB)


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