Depressão

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Qual é a causa da depressão?

Não há uma causa única para a depressão. Ela é uma doença multifatorial, isto é, há fatores familiares (genéticos), ambientais, sociais, e da personalidade da pessoa envolvidos. Quem tem familiares com transtornos depressivos tem um risco maior de ter depressão. Mas isso não significa que quem tem vários parentes deprimidos fatalmente vai ter depressão. Tampouco significa que quem não tem nenhuma história familiar de quadros depressivos na família esteja livre deste problema!

A depressão e o estresse do dia a dia

Algumas pessoas percebem que ficaram deprimidas em reação a alguma perda ou estresse muito grande que viveram, como a morte de uma familiar, um divórcio, uma perda de emprego.

Mas, em muitos casos, a depressão acontece sem nenhum evento deflagrador. A pessoa simplesmente fica deprimida. E pode parecer estranho, mas esta depressão, sem causa identificável, costuma ser bastante grave. Muitas vezes, a própria pessoa diz: “eu sei que eu devia estar feliz, sei que não tenho motivos para estar assim”. Às vezes, ela acha que não “devia” estar deprimida já que “tem tanta gente com problemas mais raves que os meus e eu deprimido sem um motivo concreto”. Esse tipo de pensamento só faz com que a pessoa se sinta ainda pior, porque ela se sente culpada por estar deprimida quando acredita que “não deveria estar”. A culpa leva a mais depressão ainda, e uma bola de neve vai se formando…

Algumas vezes, a própria família e os amigos dizem para a pessoa: “vai, você precisa querer melhorar”, “para de chorar, você não tem motivo para estar assim”. A intenção é fazer a pessoa sair da depressão, mas este comportamento não ajuda em nada. Depressão não é “frescura” nem “falta do que fazer” e a pessoa não consegue sair de uma depressão só com a “força de vontade”. Não é “vergonha” nenhuma estar deprimido. Depressão é uma doença e precisa ser tratada pelo médico especialista, o psiquiatra.

Quais são os sintomas da depressão?

A depressão se manifesta pelos sintomas abaixo listados. Não é necessário ter todos eles! Algumas pessoas vão apresentar um certo conjunto de sintomas; outras vão ter outro grupo diferente de alterações.

- Tristeza frequente (ou irritabilidade)

- Crises de choro sem razão aparente

- Falta de prazer em atividades que antes  gostava de fazer

- Desânimo

- Isolamento social, vontade de ficar sozinho

- Desinteresse pela maior parte das coisas de que gostava

- Diminuição do desejo sexual

- Insônia ou, ao contrário, sono excessivo

-Perda do apetite, podendo haver perda de peso, ou, ao contrário, aumento do apetite com ganho de peso

- Fadiga e falta de energia

- Agitação ou lentidão excessivas, que não existiam antes

- Dificuldade de se concentrar, dificuldades de raciocínio e “esquecimentos”

- Dificuldade em tomar decisões

- Falta de vontade de se cuidar (as mulheres podem deixar a vaidade de lado, e pessoas que têm alguma doença crônica, como, por exemplo, pressão alta, podem até deixar de lado o tratamento com os anti-hipertensivos, mostrando desinteresse pela própria saúde)

- Pensamentos recorrentes sobre morte e, em casos graves, até sobre suicídio.

Depressão e dor

Algumas pessoas também apresentam dores difusas pelo corpo, dores de cabeça, dores nos ombros…pessoas que apresentam dores como sintomas de depressão podem estar somatizando (expressando com o corpo uma dor que elas não conseguem colocar para fora de outra maneira).

Nem todo deprimido se sente triste e tem crises de choro

Algumas pessoas não sentem tristeza, e sim irritabilidade. Portanto, irritabilidade, mau-humor e impaciência constantes podem ser, na verdade, um quadro depressivo. Outra observação importante é que, em crianças e adolescentes, o humor deprimido pode se manifestar com irritabilidade, rebeldia e baixo rendimento escolar.

Depressão, drogas e álcool

Muitas pessoas que estão depressivas acabam abusando do álcool ou recorrendo a drogas ilícitas (maconha, cocaína, drogas sintéticas). Elas podem usar estas substâncias com o objetivo (inconsciente) de se “anestesiar”, fugir da dor que sentem e até para conseguirem dormir (no caso do álcool e da maconha) ou socializar (cocaína, álcool). Essa é uma péssima estratégia. O abuso de álcool e drogas só piora a depressão e, nestas condições, o risco de a pessoa se tornar dependente da substância em questão só aumenta!)

A desesperança e a depressão

Quem está deprimido está, em geral, sem esperança no futuro. Acredita que não vai melhorar e pode até achar que é perda de tempo procurar ajuda e que nenhum remédio vai funcionar. Essa desesperança é parte do quadro depressivo. Por isso, o apoio da família é essencial. Se você acha que alguém que você ama está deprimido, não deixe de procurar ajuda psiquiátrica para a pessoa, mesmo que ela esteja descrente de tudo e tendendo a se isolar. Insista que ela procure o médico. Muitas vezes, o desânimo é tão grande que, pelo menos no começo, ela vai precisar que você tome a iniciativa e as decisões por ela (isto é, tenha o “trabalho” de ligar para o médico, achar um horário disponível, dirigir até o lugar da consulta e tomar outras providências).

 

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Juliana Garbayo

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Graduada em Medicina na Universidade Federal Fluminense (UFF). Cursou Residência Médica em Psiquiatria na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-IPUB)


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